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domingo, 25 de janeiro de 2009

cansaço, emoções e a tese que vai ficando pronta

Um pouco estimulada pelo comentário do André no post anterior (obrigada!), tomei coragem de continuar a escrever...
Hoje estou muito cansada, aumentei a dose de trabalho nesta semana, e também aumentei a dose de cuidado. Alem da musculação, da dança e dos palmings, mais duas sessões de massagem... Mas ainda assim é difícil não se sentir esgotada.
O trabalho está terminando, acho que em mais uma semana e meia tudo vai ficar pronto.
Tenho tido muitos momentos de felicidade, de êxtase, com a escrita, com a forma como vou conseguindo articular as idéias.
Que bom que hoje eu não sofro mais daquelas inseguranças que eu tinha antigamente.

E a novidade da semana, que me fez aumentar a carga de trabalho: defesa marcada para o dia 27 de fevereiro! Depois dou maiores informações.

A banca:
Minha orientadora Aline Reali, duas pesquisadoras da Educação: Regina Tancredi e Graça Mizukami (que foi minha orientadora no mestrado), e duas pesquisadoras da TO: Viviane Maximino e Sandra Galheigo.

Ah, na sexta-feira fui à formatura da primeira turma de Terapia Ocupacional da UNIARA. Eu me emocionei à beça! E também me lembrei que, por diversos motivos, acabei nunca vivendo uma festa de passagem como aquela, enfim, acho que vou fazer da defesa da tese meu presente de formatura, porque, entre outras coisas, é um pouco isso que estarei celebrando, um processo de formação e a formação/criação de algo que para mim hoje se fez muito caro.
Quando a tese ficar realmente pronta, posto o convite oficial da defesa aqui.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Alguns anjos...

Estou emocionada.
Acho que é esse o meu problema agora, me emociono muito com as potencialidades do trabalho e fico meio no limbo para encontrar todas as conexões que ele precisa.
É um grande exercício de fé este de acreditar que as conexões vão aparecer.

E neste caminho encontrei alguns anjos que com uma disponibilidade ímpar, que me ajudaram a sair um pouco do limbo na sexta-feira e hoje: Gabriela Pernambuco Barboza Gomes, como suas observações sobre as minhas análises dos processos de raciocínio clínico, e Deigles Giacomelli Amaro, por me mandar um dos capítulos da sua tese também em construção, dos seus estudos sobre procedimentos.

Obrigada.

sexta-feira, 14 de março de 2008

A Terapia Ocupacional do CETO: essencial!

Hoje resolvi botar o papo em dia!
É que voltei a estudar no CETO, vamos fazer "Estudos Investigativos sobre o Método Terapia Ocupacional Dinâmica", ou algo do gênero.
Na verdade, se aprofundar no MTOD, compreender as sutilezas, corrigir equívocos... me lapidar!
E fora o prazer de estudar com a Jô, com a Sônia, e com todas as terapeutas ocupacionais do grupo: Ale Pellegrini, Ale Reis, Ana Mastropietro, Gabi Cruz, Gi Martini, Gi Pellatti, Lu Vaccaro, Re Varella, Tati Ceccato...

Inspirador poder estudar esta terapia ocupacional que faz muito sentido!

Mundo acadêmico e as relações de colaboração

Tenho encontrado pessoas de uma disponibilidade ímpar nesse meu percurso de pesquisa.
A começar pelas minhas orientadoras que toparam esta aventura na Educação com uma terapeuta ocupacional, as terapeutas ocupacionais da unifesp, e também a Lílian Magalhães que me permitiu o acesso a todos os artigos que eu não tinha disponível aqui no Brasil e que agora vai me receber em sua casa no estágio que eu vou fazer lá na University of Western Ontario, e ontem teve a Marialva, uma pesquisadora da FCC que me ajudou imensamente com o programa ALCESTE de análise de dados textuais.
Eu tinha uma impressão muito forte da pouca afetividade do mundo acadêmico e começo a perceber que a colaboração (ingrediente básico na produção de conhecimentos) pode sim se apresentar de forma muito concreta no cotidiano.
Prefiro não pensar que foi sorte, mas que a gente pode sim construir relações prazerosas, que instiguem a aprendizagem, o crescimento.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

letter and lyrics

Acabei de assistir Letra e Música.
Calma, é pra estudar inglês: audio em inglês e sem legendas, e meu caderninho. O que eu não entendia, anotava o tempo e depois voltava. Várias dúvidas para a professora - vou fazer um intensivo para um estágio no exterior... mas só conto se der certo mesmo.

Quando desliguei o filme, estava acabando a novela das seis e tocando uma música linda, que eu sabia que tinha em um dos meus CDs. Procurei e encontrei o do Boca Livre (aliás, bem no espírito de ouvir belas letras e melodias), fui ouvindo todo e encontrei a preciosidade: desenredo, de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.

Ouvi duas vezes, decidi compartilhar aqui no blog.
Depois voltei pra trabalhar um pouquinho mais.


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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

que delícia!

Ai, que delícia de comentário!
Isso alimenta! E também espanta a solidão!

"Tá, fazia tempo que eu não entrava no seu blog! Como ele cresceu!! E como está interessante!!!
Achei lindo o que vc escreveu em "aprendendo a ser uma boa jardineira"...
Me fez lembrar de um trecho de um texto do Tom Andersen... Eu o li esses dias, terminando minha monografia, e fiquei pensando o quanto é difícil escrever sobre um processo, colocar em palavras uma experiência...
[...]
Bom...aí vai...
'... sempre existem emoções nas palavras, existem outras palavras dentro das palavras, algumas vezes sons e músicas nelas, algumas vezes histórias completas, algumas vezes vidas inteiras.' (Tom Andersen - A linguagem não é inocente)
Parabéns pelo Blog!
Beijão, Lari"

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Viva 2008!

Bem, merecido recesso de fim de ano!

Fui mais leve comigo nesta semana!
Isso faz parte da minha constante aprendizagem para viver com menos tensão e auto-pressão, e com o que decorre disso: estresse, cansaço, mau humor, irritabilidade, insônia...

Enfim, terminei a última transcrição (é, só agora!), arrumei alguns dados, e consegui perceber que não tinha dados suficientemente analisados para mandar um trabalho para um congresso. Acho que isso foi um ganho, não é possível ter/fazer tudo, né?

E agora o merecido descanso, curtir as pessoas da família e alguns amigos queridos.

Especialmente, gostaria de agradecer às mulheres terapeutas ocupacionais (ceto e paulista) que fizeram com que este ano de 2007 fosse um ano de intensa alegria e aprendizagem, e trabalho colaborativo!

E desejar, aos que têm me acompanhado aqui, um 2008 com todas as coisas boas da vida!


Viva!




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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

aprendendo a ser uma boa jardineira

Ontem fui a uma festa de fim de ano, e com amigo secreto - feito de uma forma muito criativa, na qual os presentes eram dados para 'quem tem a cara daquilo' - ganhei um dos melhores 'cuidados' - obrigada CJ!

Mas aprendi mais uma coisa ontem e que posso compartilhar no blog, pois tem a ver com as participantes da pesquisa, que também estavam lá e me presentearam com objetos que vão me acompanhar na fase de escrita - é que elas não queriam se fazer presentes só na fase de coleta! Enfim, tem essa coisa de TO, de deixar marcas concretas no mundo externo, marcas que na verdade são internas também. E funcionou, já usei o meu bloquinho hoje e me lembrei de vocês!

Mas voltando para o assunto: esta experiência está me ensinando a ser uma melhor jardineira, é que precisa ter um cuidado imenso, dedicação, inteireza.
Posso falar que não consigo ver um trabalho de pesquisa-intervenção sem estas características, há confianças em jogo. Mas posso falar também que a gente tem que estar preparado para o que vem depois de um trabalho como este: a construção de relações pessoais que vão além da pesquisa-intervenção, embora tenham sido mediadas por ela.

Ganhei um jardim ontem, com flores belas e raras. Um jardim que ajudei a cuidar e que ainda tenho responsabilidade sobre ele, por obrigação profissional e por desejo, muito desejo.



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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A experiência é maior que a narrativa

"A experiência é maior que a narrativa."
Michael White

Foi assim que uma das colaboradoras da pesquisa ajudou na finalização do último grupo, que aconteceu ontem, e também deu o mote para a escrita da tese: como abarcar toda esta rica experiência em uma narrativa de formato acadêmico?

Fico pensando no desafio... mas também, ontem no grupo, falamos muito do cuidado de todas as participantes, sustentado pelo meu cuidado de pesquisadora, na produção desta experiência. Cuidado que vai me acompanhar nesta nova etapa, não só pelas questões de validade e credibilidade da pesquisa, mas principalmente porque foi uma vivência ímpar e privilegiada, e merece o maior o respeito.


Outra participante da pesquisa fez uma comparação bela e criativa dos ganhos que esta experiência trouxe: a casinha do Snoopy, pequenina e singela por fora, mas complexa e surpreendente por dentro!
Achei que isso devia ser compartilhado no blog, é belo e pode instigar as pessoas que passarem por aqui a ficarem com água na boca pra saber que caminhos percorremos...


Por fim, preciso dizer que senti muita felicidade ontem, não porque a 'coleta de dados' acabou, mas porque foi possível ver a construção de algo muito especial, que passou pela produção de conhecimentos, mas que foi transpassado por afetos e confianças.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

conselhos...

Depois de ler o Contardo Calligaris (Narciso no país das maravilhas, Folha de SPaulo, 22/11/2007) de hoje, decidi deixar à vista, para a vida:
1) dispensar cobertores e chupetas,
2) lidar com a precariedade da presença e do amor dos outros.

sobre transcrições e sentimentos

Uma semana de blog!

Durante este ano acompanhei um grupo de terapeutas ocupacionais para investigar o desenvolvimento do raciocínio clínico, em formato de pesquisa-intervenção.
O grupo acontecia a cada quinze dias e depois de cada encontro, que eram gravados, eu transcrevia a gravação.
Transcrever (ou psicografar segundo o Leo) é um processo cansativo sim, mas como se tratava de um grupo e não tinha vídeo, só áudio, este trabalho tinha que ser feito por mim mesma, para reconhecer as vozes das pessoas.
Acontece que este trabalho, ao longo da pesquisa, foi se tornando super envolvente, pois durante a transcrição eu revivia o grupo e ficava mais dentro, mais por dentro, e muitas reflexões aconteciam neste processo, tanto sobre o que o grupo estava produzindo, como sobre a minha participação.

Hoje foi a minha penúltima transcrição e vivi um misto de alegria (só falta mais uma!) e de nostalgia.
Acho que é porque eu nunca tinha vivido assim me dedicando só a uma atividade profissional (mesmo ela sendo do tamanho que é!).
Na minha vida antiga, com todos os meus inúmeros trabalhos, não dava pra perceber direito a coisa que começa e a que termina, era tudo rápido demais, não dava nem tempo de sentir nostalgia - e às vezes nem de sentir alegria.

A Rosibeth, da PUCCamp, me ajudou muito nessa história de sentir a alegria pelos trabalhos! Um brinde a você!