Na semana passada, recebi a visita de dois grandes amigos e de seus dois filhos.
Eu estava tão enlouquecida com a inscrição no concurso que nem consegui curti-los muito.
Mas, do pouco tempo que convivemos, fiquei com uma sensação de encantamento e admiração.
A tv (parâmetro?) anda mostrando famílias com filhos espertos, bagunceiros e com uma criatividade de comercial de sabão em pó: faz e acontece, pinta e se suja, mas não tem a curiosidade de aprender.
E os meus amigos e seus filhos me inundaram de felicidade ao mostrar companheirismo, respeito, brincadeira, e muita curiosidade pela vida, para aprender, conhecer, descobrir, os outros e as coisas.
Torço muito por vocês!
sexta-feira, 25 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
sobre a qualificação:
Ah, não contei sobre a qualificação - processo importante na trajetória do doutorado.
Quer saber...
Realmente não entendo porque as pessoas ficam tão apavoradas, a não ser que estejam muito perdidas, pelo menos nos programas de pós-graduação em que o exame de qualificação se propõe a ser avaliativo-colaborativo, a proposta é auxiliar o doutorando a finalizar ou redirecionar seu trabalho. Então, sofrer pra quê?
Eu fico até sem jeito em dizer que não fico nervosa antes do exame de qualificação ou mesmo da defesa.
Excesso de auto-confiança? Realmente a palavra 'insegurança' deixou o meu cotidiano para estas questões. Salve Leo!
Mas foi um exame de qualificação muito interessante, com muitas trocas, e eu me encantei com a proposta da banca: de deixar mais explícito o meu processo de raciocínio pedagógico na condução do grupo de aprendizagem colaborativa. Vou ter que provar da mesma bebida 'ora amarga, ora inebriante, ora saborosíssima' que ofereci às minhas participantes.
Ainda sobre estas questões de pesquisa: ao mesmo tempo em que fiquei feliz com o elogio da Graça Mizukami 'de que eu ponho o referencial à prova', também fiquei espantada que os pesquisadores, em geral, não façam isso, e sigam produzindo a partir daquele referencial sem muitos questionamentos. ?!?!.
Sobre os resultados: mesmo com o trabalho que fiz até este momento, ainda não vejo nem um-décimo o que investigamos durante o ano passado. Tudo está muito recortado, sem costura.
Neste sentido, acho que vai ser um trabalho delicioso finalizar este doutorado.
Hasta luego! (para relembrar os dias quentes de Sevilla)
Quer saber...
Realmente não entendo porque as pessoas ficam tão apavoradas, a não ser que estejam muito perdidas, pelo menos nos programas de pós-graduação em que o exame de qualificação se propõe a ser avaliativo-colaborativo, a proposta é auxiliar o doutorando a finalizar ou redirecionar seu trabalho. Então, sofrer pra quê?
Eu fico até sem jeito em dizer que não fico nervosa antes do exame de qualificação ou mesmo da defesa.
Excesso de auto-confiança? Realmente a palavra 'insegurança' deixou o meu cotidiano para estas questões. Salve Leo!
Mas foi um exame de qualificação muito interessante, com muitas trocas, e eu me encantei com a proposta da banca: de deixar mais explícito o meu processo de raciocínio pedagógico na condução do grupo de aprendizagem colaborativa. Vou ter que provar da mesma bebida 'ora amarga, ora inebriante, ora saborosíssima' que ofereci às minhas participantes.
Ainda sobre estas questões de pesquisa: ao mesmo tempo em que fiquei feliz com o elogio da Graça Mizukami 'de que eu ponho o referencial à prova', também fiquei espantada que os pesquisadores, em geral, não façam isso, e sigam produzindo a partir daquele referencial sem muitos questionamentos. ?!?!.
Sobre os resultados: mesmo com o trabalho que fiz até este momento, ainda não vejo nem um-décimo o que investigamos durante o ano passado. Tudo está muito recortado, sem costura.
Neste sentido, acho que vai ser um trabalho delicioso finalizar este doutorado.
Hasta luego! (para relembrar os dias quentes de Sevilla)
sumi com o que me faria sumir.
"Em regra, penso que renegar seus próprios princípios para se preservar é uma boa maneira de se destruir." (Contardo Calligaris, coluna da folha se s paulo, 24/07/2008)
Veio na hora certa esta fala do Contardo para eu ficar mesmo mais segura da decisão que tomei nesta semana. Abandonei o concurso (ver 11/06 e 21/07).
Ontem já pude colocar em ordem a minha cozinha nova, os meus temperinhos: preciso de mais potes canadenses! Terei que pedir pra Lilian (agora, além dos artigos vou ter que pedir potes de temperos com imãs! São lindinhos e ficam super coloridos quando a gente põe os temperos). E o Leo: "não existem mais temperos no mundo, estes 15 potes são suficientes!" :)
Agora preciso descansar um pouco pra minha cabeça voltar a funcionar bem.
Acho que hoje vou comprar flores!
Veio na hora certa esta fala do Contardo para eu ficar mesmo mais segura da decisão que tomei nesta semana. Abandonei o concurso (ver 11/06 e 21/07).
Ontem já pude colocar em ordem a minha cozinha nova, os meus temperinhos: preciso de mais potes canadenses! Terei que pedir pra Lilian (agora, além dos artigos vou ter que pedir potes de temperos com imãs! São lindinhos e ficam super coloridos quando a gente põe os temperos). E o Leo: "não existem mais temperos no mundo, estes 15 potes são suficientes!" :)
Agora preciso descansar um pouco pra minha cabeça voltar a funcionar bem.
Acho que hoje vou comprar flores!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
que fiasco de blogueira!
Para aqueles que ainda se dão ao trabalho de encontrar alguma informação sobre esta minha trajetória no doutorado, segue o meu pedido de desculpas...
Mas sou assim, meu pragmatismo para resolver as tarefas mais urgentes vai deixando de lado, muitas vezes, o que gosto de fazer...
Enfim: congresso na Espanha (muito bom!), mudança, qualificação (qualifiquei!) e inscrição no concurso, me transformaram num ser socialmente inexistente.
Ainda escrevo ao som das furadeiras (hoje estão terminando de colocar os armários na cozinha e no banheiro)...
Como terei três semanas de intenso estudo, já aviso de antemão, que sumo novamente... Quem sabe depois dessa turbulência, poderei escrever com mais calma.
Mas sou assim, meu pragmatismo para resolver as tarefas mais urgentes vai deixando de lado, muitas vezes, o que gosto de fazer...
Enfim: congresso na Espanha (muito bom!), mudança, qualificação (qualifiquei!) e inscrição no concurso, me transformaram num ser socialmente inexistente.
Ainda escrevo ao som das furadeiras (hoje estão terminando de colocar os armários na cozinha e no banheiro)...
Como terei três semanas de intenso estudo, já aviso de antemão, que sumo novamente... Quem sabe depois dessa turbulência, poderei escrever com mais calma.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
quase um mês depois...
Acho que eu não consigo escrever com as coisas acontecendo, preciso de um tempo pra falar de coisas mais certas.
Me mudo na semana que vem. O apê está ficando uma graça! Hoje tem pintor, amanhã o instalador do piso, depois uma faxina... e eu aqui, sem ver nada!
Vou mesmo pra Sevilha, tudo organizadinho! E um medinho grande da Imigração!
Qualifico dia 07 de julho e tenho que entregar o relatório na semana que vem. Enfim, até que estou tranqüila com tudo isso. Agora, né, porque até ontem... :) uma ansiedade só.
Pintou um concurso pra docente. Acho que vou me inscrever... mas ainda é um pouco um dilema.
Me mudo na semana que vem. O apê está ficando uma graça! Hoje tem pintor, amanhã o instalador do piso, depois uma faxina... e eu aqui, sem ver nada!
Vou mesmo pra Sevilha, tudo organizadinho! E um medinho grande da Imigração!
Qualifico dia 07 de julho e tenho que entregar o relatório na semana que vem. Enfim, até que estou tranqüila com tudo isso. Agora, né, porque até ontem... :) uma ansiedade só.
Pintou um concurso pra docente. Acho que vou me inscrever... mas ainda é um pouco um dilema.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
a viagem acabou...
Sem escrever há algum tempo...
Cheguei do Canadá na segunda-feira.
Well, foi uma viagem e tanto. Depois de London, fui a um colóquio sobre assistência interprofissional na Universidade McMaster, em Hamilton - tem até foto!
Conheci muita gente bacana, e acho que serão possíveis futuros trabalhos em colaboração.
Mas o mais bacana foram as interações, as pessoas, a disponibilidade e atenção. Fui realmente muito bem recebida.
Se conseguir me organizar, coloco algumas fotos depois (eu sei que só prometo, mas...).
Entre organização da mudança pra SCarlos, viagem pra um Congresso em Sevilha (oba!) e preparação do relatório pra qualificação: espero continuar viva.
Cheguei do Canadá na segunda-feira.
Well, foi uma viagem e tanto. Depois de London, fui a um colóquio sobre assistência interprofissional na Universidade McMaster, em Hamilton - tem até foto!
Conheci muita gente bacana, e acho que serão possíveis futuros trabalhos em colaboração.
Mas o mais bacana foram as interações, as pessoas, a disponibilidade e atenção. Fui realmente muito bem recebida.
Se conseguir me organizar, coloco algumas fotos depois (eu sei que só prometo, mas...).
Entre organização da mudança pra SCarlos, viagem pra um Congresso em Sevilha (oba!) e preparação do relatório pra qualificação: espero continuar viva.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
crème brûlée!
Vocês vão achar que de viagem de pesquisa essa vinda pro Canadá se tranformou numa viagem gastronômica.
Mas tem coisa melhor que conhecer um país pela sua comida? Ah, não tem.
Hoje fui a uma aula de saúde mental como convidada, junto com outros 5 terapeutas ocupacionais canadenses, para um bate-papo com os alunos do mestrado profissionalizante (aqui no Canadá as pessoas fazem seus bacharelados em outras coisas e depois, para ser terapeuta ocupacional tem que fazer esse mestrado profissionalizante de 2 anos - uma proposta interessante e para se olhar com calma).
Enfim, foi muito bom, porque acabaram indo uns tos que tratam! Pode parecer um comentário absurdo esse, mas é que os terapeutas ocupacionais aqui estão sendo formados para fazer mais um tipo de consultoria, case management, e não para tratar/cuidar de pessoas, inclusive estes dois verbos foram abolidos do vocabulário da Terapia Ocupacional daqui.
Enfim, mas estes terapeutas ocupacionais tratam e foi muito gostoso ouvi-los. Inclusive uma delas trabalha em um centro de cuidado em Saúde Mental que só tem terapeutas ocupacionais e recreacionistas.
Depois disso, fomos almoçar e de sobremesa: o melhor crème brûlée do Canadá! (segundo a Lilian) Gente é deliciosíssimo! E ainda por cima lembra a Amèlie Poulain: a gente quebra a casquinha de açúcar!
Ah, ontem visitei quatro serviços de saúde mental: um hospital de longa permanência, o serviço de atendimento de crise de London (muito interessante mesmo!), a Associação Canadense de Saúde Mental, e um serviço filantrópico para mulheres de rua e que tem problemas com violência e aids em um bairro bem pobre de London: é gente, Canadá, bla, bla, bla... mas tem sim quem fica fora do sistema.
Well, finalizando a viagem gastronômica: hoje fui 'pagar' a minha estadia na casa da Lilian, levei-a pra jantar: uns camarões na manteiga de primeira! Sem sobremesa porque a minha cota já estourou! E semana que vem tem Montreal: açúcar só na semana que vem agora.
No mais, continuo fazendo pesquisa bibliográfica: o mundo em pouquíssimos cliques, uma delícia! Eu quero isso no Brasil também!!!!!
Mas tem coisa melhor que conhecer um país pela sua comida? Ah, não tem.
Hoje fui a uma aula de saúde mental como convidada, junto com outros 5 terapeutas ocupacionais canadenses, para um bate-papo com os alunos do mestrado profissionalizante (aqui no Canadá as pessoas fazem seus bacharelados em outras coisas e depois, para ser terapeuta ocupacional tem que fazer esse mestrado profissionalizante de 2 anos - uma proposta interessante e para se olhar com calma).
Enfim, foi muito bom, porque acabaram indo uns tos que tratam! Pode parecer um comentário absurdo esse, mas é que os terapeutas ocupacionais aqui estão sendo formados para fazer mais um tipo de consultoria, case management, e não para tratar/cuidar de pessoas, inclusive estes dois verbos foram abolidos do vocabulário da Terapia Ocupacional daqui.
Enfim, mas estes terapeutas ocupacionais tratam e foi muito gostoso ouvi-los. Inclusive uma delas trabalha em um centro de cuidado em Saúde Mental que só tem terapeutas ocupacionais e recreacionistas.
Depois disso, fomos almoçar e de sobremesa: o melhor crème brûlée do Canadá! (segundo a Lilian) Gente é deliciosíssimo! E ainda por cima lembra a Amèlie Poulain: a gente quebra a casquinha de açúcar!
Ah, ontem visitei quatro serviços de saúde mental: um hospital de longa permanência, o serviço de atendimento de crise de London (muito interessante mesmo!), a Associação Canadense de Saúde Mental, e um serviço filantrópico para mulheres de rua e que tem problemas com violência e aids em um bairro bem pobre de London: é gente, Canadá, bla, bla, bla... mas tem sim quem fica fora do sistema.
Well, finalizando a viagem gastronômica: hoje fui 'pagar' a minha estadia na casa da Lilian, levei-a pra jantar: uns camarões na manteiga de primeira! Sem sobremesa porque a minha cota já estourou! E semana que vem tem Montreal: açúcar só na semana que vem agora.
No mais, continuo fazendo pesquisa bibliográfica: o mundo em pouquíssimos cliques, uma delícia! Eu quero isso no Brasil também!!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)