Vocês vão achar que de viagem de pesquisa essa vinda pro Canadá se tranformou numa viagem gastronômica.
Mas tem coisa melhor que conhecer um país pela sua comida? Ah, não tem.
Hoje fui a uma aula de saúde mental como convidada, junto com outros 5 terapeutas ocupacionais canadenses, para um bate-papo com os alunos do mestrado profissionalizante (aqui no Canadá as pessoas fazem seus bacharelados em outras coisas e depois, para ser terapeuta ocupacional tem que fazer esse mestrado profissionalizante de 2 anos - uma proposta interessante e para se olhar com calma).
Enfim, foi muito bom, porque acabaram indo uns tos que tratam! Pode parecer um comentário absurdo esse, mas é que os terapeutas ocupacionais aqui estão sendo formados para fazer mais um tipo de consultoria, case management, e não para tratar/cuidar de pessoas, inclusive estes dois verbos foram abolidos do vocabulário da Terapia Ocupacional daqui.
Enfim, mas estes terapeutas ocupacionais tratam e foi muito gostoso ouvi-los. Inclusive uma delas trabalha em um centro de cuidado em Saúde Mental que só tem terapeutas ocupacionais e recreacionistas.
Depois disso, fomos almoçar e de sobremesa: o melhor crème brûlée do Canadá! (segundo a Lilian) Gente é deliciosíssimo! E ainda por cima lembra a Amèlie Poulain: a gente quebra a casquinha de açúcar!
Ah, ontem visitei quatro serviços de saúde mental: um hospital de longa permanência, o serviço de atendimento de crise de London (muito interessante mesmo!), a Associação Canadense de Saúde Mental, e um serviço filantrópico para mulheres de rua e que tem problemas com violência e aids em um bairro bem pobre de London: é gente, Canadá, bla, bla, bla... mas tem sim quem fica fora do sistema.
Well, finalizando a viagem gastronômica: hoje fui 'pagar' a minha estadia na casa da Lilian, levei-a pra jantar: uns camarões na manteiga de primeira! Sem sobremesa porque a minha cota já estourou! E semana que vem tem Montreal: açúcar só na semana que vem agora.
No mais, continuo fazendo pesquisa bibliográfica: o mundo em pouquíssimos cliques, uma delícia! Eu quero isso no Brasil também!!!!!
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
trabalho, recompensas e sabores...
Estou exausta, mas numa felicidade!
Amanhã será o deadline para enviar trabalhos para um congresso na Espanha, mas como sabia que teria a quarta-feira cheia terminei hoje (só que lá se foram o fim de semana e parte da madrugada de ontem!).
Well...
Hoje tive uma reunião com a Anne Kinsella, uma grande pesquisadora em prática reflexiva e um poço de sabedoria, como diriam os antigos. Aprendi à beça, sem exageros. E ainda por cima ganhei um jantar no Blackfairds, um restaurante hiper-simpático, aconchegante, com mesinhas de mosaico e pinturas contemporâneas na parede (que a dona fez)... Foi um desbunde: bom vinho, salada com codornas e pêras (me lembrou as que a Caterine Zetha-Jones cozinhou naquele filme que eu assiti todo em inglês me preparando pra vir pra cá, "sem reservas"), um salmão delicioso e por fim um pudim de pão com bananas, igualzinho ao que a gente tem por aí, incrível, né? E café expresso! Nada daqueles café horrorosos que os canadenses andam de um lado pro outro.
Mas até que hoje provei um Special Mac´s, é um café daqueles de 300ml, mas tinha um sabor diferente e um cheirinho que você diz que é café.
Meio 'alegrinha' das duas taças de vinho, perguntei para a Lilian o que eu deveria fazer para agradecer esta oportunidade. :)
A Anne se emocionou com o caso clínico que eu devo apresentar para os alunos na quinta-feira. She is so sensitive!
É Jô, essa sua terapia ocupacional faz diferença até do outro lado do mundo! Thanks again!
Amanhã será o deadline para enviar trabalhos para um congresso na Espanha, mas como sabia que teria a quarta-feira cheia terminei hoje (só que lá se foram o fim de semana e parte da madrugada de ontem!).
Well...
Hoje tive uma reunião com a Anne Kinsella, uma grande pesquisadora em prática reflexiva e um poço de sabedoria, como diriam os antigos. Aprendi à beça, sem exageros. E ainda por cima ganhei um jantar no Blackfairds, um restaurante hiper-simpático, aconchegante, com mesinhas de mosaico e pinturas contemporâneas na parede (que a dona fez)... Foi um desbunde: bom vinho, salada com codornas e pêras (me lembrou as que a Caterine Zetha-Jones cozinhou naquele filme que eu assiti todo em inglês me preparando pra vir pra cá, "sem reservas"), um salmão delicioso e por fim um pudim de pão com bananas, igualzinho ao que a gente tem por aí, incrível, né? E café expresso! Nada daqueles café horrorosos que os canadenses andam de um lado pro outro.
Mas até que hoje provei um Special Mac´s, é um café daqueles de 300ml, mas tinha um sabor diferente e um cheirinho que você diz que é café.
Meio 'alegrinha' das duas taças de vinho, perguntei para a Lilian o que eu deveria fazer para agradecer esta oportunidade. :)
A Anne se emocionou com o caso clínico que eu devo apresentar para os alunos na quinta-feira. She is so sensitive!
É Jô, essa sua terapia ocupacional faz diferença até do outro lado do mundo! Thanks again!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
um pouco do horror de matar um porco
Ok, sou nova nesse negócio de blog.
Fico sem saber como responder aos amigos que têm escrito e hoje vi no blog da rita "panelinha , receitas que funcionam" (aliás, uma delícia!), uma maneira bem interessante: ela publica os emails que recebe e comenta depois em nova postagem. Gostei. Vamos ver se rola desse jeito.
Bem, mas acho que não fui muito honesta nesta semana.
Isso porque foi uma semana dificílima e eu não fui contando aqui. Porque afinal TODO MUNDO sabe que esse negócio de escrever não é fácil. Lembro-me sempre de quando a Jô descreveu, no primeiro Trilhas, que fazer uma tese tem os horrores de matar um porco e as delícias de saborear os embutidos (acho que era uma fala do Umberto Eco, não me lembro).
Mas de qualquer modo, eu só estou compartilhando os embutidos e não acho isso muito justo!
Enfim, fiquei perdidinha, com o desejo de fazer todas as coisas que têm que ser feitas, sem nenhuma organização mental para fazê-las e ainda por cima com um torcicolo irritante!
Pra mim funciona assim: tem a tarefa, daí ela vai sendo elaborada na minha cabeça, e esse é o período mais difícil, conturbado, confuso, fico mau humorada, totalmente centrada no quebra-cabeça, depois, eu acabo sempre achando uma peça chave, aquela que encaixa em várias coisas ao mesmo tempo, e daí começo a trabalhar no mundo externo.
E essa semana foi muito de muito interno, de quebrar a cabeça. Cansou a beça!
Mas enfim, acho que achei a peça chave, o que vai me ajudar a realizar duas tarefinhas importantes antes do Natal.
Inspirada no blog da Rita: agora que encontrei os ingredientes, vai um tanto de trabalho para colocá-los na medida certa e sovar bem a massa.
Fico sem saber como responder aos amigos que têm escrito e hoje vi no blog da rita "panelinha , receitas que funcionam" (aliás, uma delícia!), uma maneira bem interessante: ela publica os emails que recebe e comenta depois em nova postagem. Gostei. Vamos ver se rola desse jeito.
Bem, mas acho que não fui muito honesta nesta semana.
Isso porque foi uma semana dificílima e eu não fui contando aqui. Porque afinal TODO MUNDO sabe que esse negócio de escrever não é fácil. Lembro-me sempre de quando a Jô descreveu, no primeiro Trilhas, que fazer uma tese tem os horrores de matar um porco e as delícias de saborear os embutidos (acho que era uma fala do Umberto Eco, não me lembro).
Mas de qualquer modo, eu só estou compartilhando os embutidos e não acho isso muito justo!
Enfim, fiquei perdidinha, com o desejo de fazer todas as coisas que têm que ser feitas, sem nenhuma organização mental para fazê-las e ainda por cima com um torcicolo irritante!
Pra mim funciona assim: tem a tarefa, daí ela vai sendo elaborada na minha cabeça, e esse é o período mais difícil, conturbado, confuso, fico mau humorada, totalmente centrada no quebra-cabeça, depois, eu acabo sempre achando uma peça chave, aquela que encaixa em várias coisas ao mesmo tempo, e daí começo a trabalhar no mundo externo.
E essa semana foi muito de muito interno, de quebrar a cabeça. Cansou a beça!
Mas enfim, acho que achei a peça chave, o que vai me ajudar a realizar duas tarefinhas importantes antes do Natal.
Inspirada no blog da Rita: agora que encontrei os ingredientes, vai um tanto de trabalho para colocá-los na medida certa e sovar bem a massa.
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