quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Como explicar o Método Terapia Ocupacional Dinâmica

Meu amigo Zé Otávio (blog do terapeuta ocupacional) me convidou para dar uma aula sobre o MTOD no curso de TO de Jundiaí, onde é professor.
Na montagem da apresentação, que tem que ser simples, pois é um primeiro contato de alunos de graduação com o método, retomei os textos das colegas que vão falar no Curso: Atividades, tudo o que você precisa saber para ser terapeuta ocupacional, agora em novembro.
E me deparei com textos de grande simplicidade e clareza, próprios de quem sabe do que fala e quer falar para quem está chegando, para dar água na boca, para mostrar novas possibilidades.
Bem, o curso está recomendado, tanto para quem está na graduação, no início da carreira e para quem quer se aproximar do CETO, do MTOD. Mais informações acesse a homepage do CETO.

Depois também vou deixar a aula disponível na minha homepage.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

estudar não é fácil!

Estou debruçada na leitura do livro "Healing dramas and clinical plots - the narrative structure of experience", da Cheryl Mattingly, que é antropóloga, e este livro é a etnografia da pesquisa com terapeutas ocupacionais que originou todo o estudo do raciocínio clínico (quem quiser saber mais, uma tradução de um dos artigos publicados em 1991 no American Journal of Occupational Therapy foi traduzida na Revista CETO, no. 10).
Será que algum dia vai acabar a sensação de que sempre há algo para ler antes de escrever a tese e terminar de vez as análises?

Talvez não, mas este livro tem que ser lido.
É um desafio o tempo todo. Compreender os conceitos, o percurso da autora para apresentar os conceitos (como em todo livro!).

Daí, eu tenho fome, tenho vontade de ligar ou teclar com os amigos, escrever no blog (!), assistir o 'sem censura' - será que a Leda Nagle tem noção do quanto ela foi presente nos meus momentos de fuga da tese?

Depois volto, ando mais algumas poucas ou muitas páginas, e assim vai, até o fim, que quase sempre é um êxtase.
No percurso várias idéias vão surgindo, e é ótimo, instigante, excitante.
Hoje, já tive várias! Uma delas sobre quem precisa estar na banca da defesa, de quem eu espero uma avaliação, mas também um primeiro diálogo.

Agora acho que já dá pra voltar para algumas páginas mais.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

inventar a terapia ocupacional

Não a profissão, mas suas práticas, os modos de investigar a prática, que reorganiza as relações entre sujeito e objeto.
Então, a terapia ocupacional (prática) enquanto objeto de investigação, põe à prova o terapeuta ocupacional (estudioso) na invenção de práticas de investigação que ofereçam possibilidades (risco) de apreensão/compreensão/roteirização "das condições humanas de intervenções, na ocorrência de uma terapia ocupacional" (BENETTON, 2005), dos fenômenos relativos ao saber fazer acerca da terapia ocupacional.
Quem quiser entender melhor do que eu estou falando, leia o artigo "Além da opinião: uma questão de investigação para a historicização da Terapia Ocupacional", de Jô Benetton, Revista CETO, n.o 9, 2005.
Imprescindível.
Isso é CETO. Essa terapia ocupacional inventada e em invenção.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

política e saber

Política no sentido que a Isabelle Stengers diz, de acompanhar a construção das soluções que cada coletividade traz ao problema. Não como um julgamento, mas como ação.

Daí, penso que não há como não se posicionar.

"... um texto científico está longe de ser 'frio', de ser mero relatório de experiências e das conclusões às quais elas conduzem racionalmente. É um dispositivo arriscado que expõe de uma só vez e indissociavelmente os 'fatos' e os leitores, propondo-lhes papéis - crítico pertinente, autoridade incontestável, aliado, rival infeliz - que ele procura fazer com que aceitem, numa história que ele procura fazer passar pela diferença que pretende ter conseguido criar."

Isabelle Stengers,
A invenção das ciências modernas, p. 116

sobre o doutorandices

Na semana passada fui ao Encontro de Docentes de Terapia Ocupacional e fiquei super feliz com os comentários de acesso ao blog.
Além disso, ontem mesmo a Deigles Amaro me escreveu sobre o quanto é convidativa esta minha forma de me apresentar, aqui no blog e na homepage.
Em resposta a isso tudo, lembrei-me da Clara Avenbuck, de que o blog é uma forma de comunicar, de publicar.
Acredito nisso.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Felicidadezinha

Fiquei numa felicidadezinha hoje quando reencontrei o
cinemascópio, ele era um site de crítica de cinema, muito inteligente, do Kleber Mendonça
(que só faz aumentar ainda mais o meu gosto por Pernambuco) e agora é blog.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Para escrever melhor

Sei que redação de tese não é igual à redação jornalística. Mas bom texto é bom texto.
Tenho gostado muito das dicas do blog novoemfolha.

Hoje, a Ana Estela postou algumas dicas interessantes que vêm sendo passadas de mão em mão (aqui já é a sexta mão!): "do Strunk para o "El País", do "El País" para Vinícius [de Moraes], de Vinícius para o Breno [amigo dela], do Breno para mim [Ana Estela] e, finalmente, de mim para os leitores do blog" novoemfolha... e agora aqui :)
  1. esqueça o que "não é". Em vez de "não costumava atrasar", prefira "chegava sempre na hora". Em vez de "não teve sucesso", escreva "fracassou".
  2. seja concreto. Em vez de "o clima era muito seco", vá de "não chovia havia dois meses".
  3. seja breve. Troque "prometeu adotar medidas de contenção dos furtos" por "prometeu combater os furtos"
  4. abaixo introduções. Se você vai contar algo trágico, não precisa antecipar que "o que ocorreu foi trágico". Vale para qualquer outra introdução. Deixe que os fatos falem por si.
  5. não enfeite. Isso a gente já falou muito aqui no blog: o bom texto não é feito de um monte de palavras bonitas enfileiradas de forma rebuscada. Texto é informação. Quanto mais informação, melhor ele fica.
  6. menos ego. Não tente parecer bom ou diferente. Tente escrever de forma clara e interessante. É o texto que conta, não você.
  7. contra adjetivos, use substantivos. E verbos. Aqui eu vou transcrever o Vinicius: "Não há adjetivo no mundo que possa estimular um substantivo exangue ou inadequado; isto sem subestimar adjetivos e advérbios, quando corretamente empregados. Mas a verdade é que são os nomes e os verbos que dão sal e cor ao estilo".
  8. seja claro. Frases curtas ajudam nisso.